A HISTÓRIA DO
ALUMÍNIO:
O alumínio é o elemento
metálico mais abundante na crosta terrestre (8,13 %)
e, logo a seguir ao oxigênio e
silício,
o terceiro elemento mais abundante. Devido à elevada
afinidade para o oxigênio, não é costume encontrá-lo
como substância elementar mas, sim, em formas
combinadas tais como óxidos ou silicatos.
O nome do metal deriva do
latim alumen (alúmen). Em 1761, L.B.G. de
Morveau propôs o nome alumine para a base do
alúmen, e em 1787, Lavoisier identificou-o
definitivamente como o óxido do metal ainda por
descobrir. Em 1807 Sir Humphey Davy propôs o nome de
alumium para este metal, e mais tarde
concordou em alterá-lo para aluminum. Pouco
tempo depois, o nome aluminium (alumínio) foi
adaptado para concordar com a terminação do nome da
maior parte dos elementos, generalizando-se esta
designação por todo o mundo (na versão
norte-americana, diz-se "aluminum").
Atualmente julga-se que
Hans Christian Oersted foi o primeiro a preparar
alumínio metálico, em 1825, através do aquecimento
de cloreto de alumínio anidro com uma amálgama de
potássio. Frederick Wöhler melhorou este processo
entre 1827 e 1845, substituindo a amálgama por
potássio e desenvolvendo um método mais eficaz para
desidratar o cloreto de alumínio. Em 1854, Henri
Sainte-Claire Deville substituiu o relativamente
caro potássio pelo sódio, usando um cloreto de
alumínio-sódio em vez do cloreto de alumínio,
produzindo numa fábrica-piloto perto de Paris as
primeiras quantidades comerciais de alumínio. Várias
fábricas usando essencialmente este processo foram,
posteriormente, construídas na França e na
Grã-Bretanha, mas nenhuma sobreviveu quando do
advento, em 1886, do processo eletroquímico que
passaria a dominar a indústria.
O desenvolvimento deste
processo remonta a Sir Humphey Davy, que, em 1807,
tentou sem êxito eletrolizar uma mistura de alumina
e potassa. Mais tarde, em 1854, Robert Wilhelm von
Bunsen e Sainte-Claire Deville prepararam
independentemente alumínio por eletrólise a partir
de cloreto de alumínio-sódio fundido; no entanto,
esta técnica não foi explorada devido à falta de uma
fonte barata de eletricidade. A invenção do dínamo
por Gramme em 1866 solucionou este problema, abrindo
caminho à descoberta de novos métodos.
Em 1886, Charles Martin
Hall de Oberlin (Ohio) e Paul L. T. Héroult de
França, ambos com 22 anos, descobriram e
patentearam, quase simultaneamente, o processo em
que alumina é dissolvida em criolite fundida e
decomposta eletroliticamente. Este técnica de
redução, geralmente conhecida por processo de
Hall-Héroult, subsistiu até aos nossos dias,
sendo atualmente o único processo de produção de
alumínio em quantidades comerciais.
OCORRÊNCIAS:
A maior parte do
alumínio produzido actualmente é extraído da
bauxite.
Além deste, o único minério que serve de matéria prima
para o metal é a
nefelina,
um silicato de sódio, potássio e aluminio.
O nome
bauxite
deriva do nome da localidade Les Bauxs no sul de
França, onde foi descoberta em 1821. O termo é
genérico, referindo-se a um minério ou a uma mistura
de minerais ricos em óxidos de aluminio hidratados
formada pela erosão de rochas ricas neste elemento,
como a
nefelina,
feldespato, serpentina, argilas, etc. Durante a
erosão, os silicatos são decompostos e os produtos de
decomposição (sílica, cal e os carbonatos de sódio e
potássio) são filtrados, deixando um resíduo rico em
alumina, óxido de ferro e óxido de titânio. Nas
regiões tropicais e sub-tropicais, onde o desgaste das
rochas é mais intenso, existe a maior parte dos
grandes depósitos de
bauxite,
sobretudo perto da superficie.
A maior parte das bauxites
contém entre 40 % a 60 % de alumina, quer como
gibsite
quer como boehmite. Esta última encontra-se
principalmente no Norte do Mediterrâneo, existindo
vastos depósitos na Espanha, sul de França, Itália,
ex-Jugoslávia, Áustria e Hungria ou mesmo na Grécia,
garantindo a base da indústria europeia de alumínio. A
gibsite
encontra-se principalmente nas regiões tropicais.
APLICAÇÕES:
O óxido que rapidamente se forma à superfície do metal
puro torna o metal ideal para muitas aplicações de
decoração. Devido à sua elevada condutividade
eléctrica, ductilidade e baixa massa atómica, é
frequentemente utilizado para linhas de transmissão
eléctricas. O metal tem também sido utilizado no
revestimento de
espelhos de telescópio,
bem como no fabrico da chamada
folha de aluminio,
utilizada na embalagem de alimentos. Puro, o metal tem
uma resistência mecânica limitada, sendo portanto
geralmente usado em ligas com
cobre,
manganésio,
silicio,
magnésio
e
zinco,
que apresentam uma vasta gama de propriedades
mecânicas. Estas ligas são usadas na construção civil,
estrutura de aviões e de
automóveis,
sinais de trânsito, dissipadores de calor, depósitos
de armazenamento, pontes e utensílios de cozinha.
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